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PF mira esquema que usava falsas malas diplomáticas para contrabandear eletrônicos em Viracopos

Operação Rota Diplomática tem como principais alvos um cônsul honorário do Chipre e um brasileiro com cidadania americana; investigação aponta entrada clandestina de mais de 230 toneladas de mercadorias

23/09/2026 às 19h35
Por: REDAÇÃO MUNICÍPIOS EM AÇÃO Fonte: Bahuan Taleb
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Agentes da PF de Campinas durante cumprimento de mandados da operação Rota Diplomática — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Agentes da PF de Campinas durante cumprimento de mandados da operação Rota Diplomática — Foto: Polícia Federal/Divulgação

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (23) a Operação Rota Diplomática, contra uma organização suspeita de utilizar falsas malas diplomáticas para trazer ilegalmente eletrônicos dos Estados Unidos para o Brasil pelo Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP).

Entre os principais alvos estão um cônsul honorário do Chipre, que mora em Indaiatuba (SP), e o brasileiro Leonardo Menegon Pisciottano, de 43 anos, apontado pelos investigadores como suspeito de ser o mentor do esquema. Segundo a investigação, o cônsul não possuía prerrogativa legal para enviar ou receber malas diplomáticas.

Como funcionava o esquema

De acordo com a PF, os envolvidos colocavam selos e identificações vinculados ao serviço consular do Chipre nas cargas, com o objetivo de fazer os volumes parecerem malas diplomáticas e, dessa forma, evitar a fiscalização convencional.

As mercadorias, principalmente smartphones e outros produtos eletrônicos, eram enviadas dos Estados Unidos. Entre 2023 e 2024, a organização teria conseguido introduzir clandestinamente no país mais de 230 toneladas de mercadorias.

Investigação começou após apreensão de celulares

O caso começou a ser investigado em 2023, quando a Receita Federal interceptou duas remessas suspeitas. As cargas resultaram na apreensão de mais de 8 mil smartphones de última geração, o que ajudou a Polícia Federal a identificar o possível esquema e aprofundar o monitoramento dos envolvidos.

Nesta quarta-feira, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas, além do bloqueio de aproximadamente R$ 20 milhões em bens dos investigados. A operação ocorre em Campinas e outras cidades do estado de São Paulo.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As suspeitas ainda serão apuradas durante o andamento das investigações.

Até o momento, a Polícia Federal não divulgou o número total de pessoas que fariam parte da organização nem informou oficialmente se houve prisões durante a operação.

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