
O cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi levado a um hospital particular de Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, para realizar um cateterismo cardíaco após apresentar dores no peito enquanto estava preso. O atendimento ocorreu às vésperas da primeira audiência de instrução do processo em que ele é acusado de matar a própria esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos.
O crime ocorreu em 18 de maio de 2026, em uma propriedade localizada na região da Chácara dos Poderes, área rural de Campo Grande. Fabíola foi encontrada morta com um disparo na cabeça. Na ocasião, o médico afirmou à polícia que a esposa teria cometido suicídio. No entanto, a investigação concluiu que a mulher foi vítima de feminicídio, e o Ministério Público apresentou denúncia contra ele.
Segundo a acusação, a perícia identificou sinais de agressões na cabeça da vítima antes do disparo fatal. Os investigadores também apontaram indícios que consideram incompatíveis com a hipótese de suicídio. A defesa contesta os elementos apresentados e sustenta que Fabíola tirou a própria vida.
Casamento e possível motivação
De acordo com informações divulgadas durante a investigação, o casal mantinha um relacionamento havia mais de dez anos. A denúncia também menciona supostos episódios de violência psicológica e comportamento controlador por parte do médico.
Até o momento, não há uma motivação definitiva reconhecida pela Justiça. João Jazbik Neto não confessou o crime e nega ter matado a esposa.
O cardiologista foi preso pela terceira vez em setembro, após a Justiça restabelecer sua prisão preventiva. Além da acusação de feminicídio, o caso envolve suspeitas de violência psicológica, fraude processual e posse irregular de armas.
A audiência de instrução está marcada para 15 de outubro de 2026, quando testemunhas deverão ser ouvidas. Até a última atualização, não havia informação oficial sobre o resultado do cateterismo nem sobre o estado de saúde atual do médico.