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Avião faz pouso forçado na Transamazônica e deixa casal e filha de 5 anos feridos no Amazonas

Aeronave experimental era pilotada pelo pai da criança; menina sofreu grave lesão interna e precisou passar por cirurgia de emergência. FAB acionou equipe do Cenipa para investigar o acidente

01/11/2026 às 18h08 Atualizada em 01/11/2026 às 19h50
Por: REDAÇÃO MUNICÍPIOS EM AÇÃO Fonte: Lohan Rajimi
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Foto: Reprodução
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Um acidente envolvendo uma aeronave de pequeno porte mobilizou equipes de atendimento na manhã deste domingo (1º de novembro), na rodovia Transamazônica (BR-230), no trecho entre Humaitá e o distrito de Santo Antônio do Matupi, no sul do Amazonas. Três integrantes de uma mesma família ficaram feridos após o avião realizar um pouso forçado nas proximidades do quilômetro 80 a 85 da rodovia, perto do Restaurante da Sula. Não houve mortes.

As vítimas foram identificadas como Elson Fagundes de Oliveira, de 45 anos; sua esposa, Marcela Pereira Pinheiro, de 35 anos, grávida de aproximadamente nove semanas; e a filha do casal, Beatriz Pinheiro Fagundes, de apenas cinco anos.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Segundo a Segundo, Elson estava pilotando a aeronave no momento do acidente. A família seria da região de Ariquemes, em Rondônia. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a origem exata da viagem, o destino pretendido ou o motivo do deslocamento.

Criança sofreu grave lesão e precisou de cirurgia

Segundo informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), a menina Beatriz sofreu uma ruptura no diafragma, provocando o deslocamento do fígado. A criança foi encaminhada para atendimento de emergência e precisou passar por procedimento cirúrgico.

Elson Fagundes de Oliveira sofreu um ferimento profundo na região da testa. Informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) apontaram que ele também apresentava quadro clínico grave e passou por exames, incluindo tomografia.

Já Marcela Pereira Pinheiro, que está grávida de nove semanas, não apresentava lesões aparentes. Ela permaneceu sob acompanhamento médico e psicológico. Segundo as informações divulgadas pela SES-AM, seu quadro clínico era estável.

Os três foram encaminhados ao Hospital Regional Dra. Luiza da Conceição Fernandes, em Humaitá. A Secretaria de Estado de Saúde informou que os pacientes permaneceriam sob acompanhamento médico e que a necessidade de transferência para outra unidade hospitalar seria avaliada após os exames.

Motoristas ajudaram no resgate

Após o acidente, pessoas que passavam pela rodovia ajudaram a retirar os ocupantes da aeronave e iniciaram o deslocamento das vítimas em um veículo particular em direção a Humaitá.

Nas proximidades da balsa, uma equipe do hospital municipal encontrou os feridos e assumiu o transporte até a unidade de saúde.

O Corpo de Bombeiros também foi acionado para prestar apoio à ocorrência. Conforme informações da corporação, não foi necessária intervenção direta dos militares no resgate. A aeronave não apresentava vazamento de combustível nem oferecia risco imediato que exigisse atuação da equipe no local.

Aeronave era experimental e tinha registro PU-BLR

Dados consultados no registro da aviação civil indicam que o avião envolvido no acidente tinha matrícula PU-BLR e era do modelo Ubiratan de Mello Conquest 180.

A aeronave era classificada como experimental, de construção amadora, e possuía Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE). Seu registro permitia operações em condições visuais durante o período diurno.

Os dados cadastrais também indicavam Marcela Pereira Pinheiro como proprietária e operadora da aeronave, com 100% de participação. A aquisição ou transferência foi registrada em 18 de setembro de 2026, pouco mais de um mês antes do acidente.

FAB investiga as circunstâncias do acidente

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para apurar a ocorrência envolvendo a aeronave PU-BLR.

Uma equipe do Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa VII), com sede em Manaus, realizou a chamada Ação Inicial, etapa que envolve a coleta de informações, preservação de elementos e avaliação dos danos provocados à aeronave.

Até a última atualização, não havia conclusão sobre o que provocou o pouso forçado. Não foram confirmadas falhas mecânicas, problemas durante o voo ou outras circunstâncias que possam ter contribuído para o acidente.

Também não foi divulgada informação oficial confirmando se a família pretendia pousar em alguma pista ou aeroporto próximo ao local da ocorrência. O que foi confirmado é que a aeronave realizou um pouso forçado na região da BR-230.

A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da ocorrência e os fatores que contribuíram para o acidente.

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