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Mulher é presa em Florianópolis suspeita de envolvimento no desaparecimento de corretora gaúcha

Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, está desaparecida desde 4 de março; família estranhou mensagens com erros de português enviadas pelo celular da vítima e registrou boletim de ocorrência

13/03/2026 às 18h03
Por: REDAÇÃO MUNICÍPIOS EM AÇÃO Fonte: Bahuan Taleb
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Uma mulher de 46 anos foi presa na quinta-feira (12), em Florianópolis (SC), suspeita de envolvimento no desaparecimento da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos. A prisão ocorreu após a Polícia Civil localizar diversos pertences da vítima em uma pousada onde a suspeita se apresentava como responsável.

Natural de Alegrete (RS), Luciani morava sozinha e trabalhava como corretora de imóveis no bairro Santinho, região turística no norte da capital catarinense. Ela foi vista pela última vez no dia 4 de março, data em que manteve o último contato com familiares.

Como ocorreu o desaparecimento

Segundo informações da investigação, o desaparecimento começou a ser percebido após familiares perderem o contato direto com a corretora. Mesmo assim, mensagens continuaram sendo enviadas pelo celular dela, o que inicialmente fez parecer que estava tudo bem.

Com o passar dos dias, os irmãos de Luciani começaram a desconfiar da situação. As mensagens enviadas pelo WhatsApp apresentavam erros de português incomuns, algo que não condizia com a forma como ela costumava escrever. A suspeita de que alguém pudesse estar utilizando o celular da vítima levou a família a procurar a polícia.

Diante da situação, os familiares registraram um boletim de ocorrência no dia 9 de março, informando o desaparecimento. Pouco depois, em 10 de março, a Polícia Civil foi oficialmente comunicada e iniciou as investigações sobre o caso.

Investigação e prisão da suspeita

Durante as apurações, a polícia identificou que compras estavam sendo feitas utilizando o CPF da corretora após o desaparecimento. A partir do rastreamento dos endereços de entrega dos produtos, os investigadores chegaram a uma pousada em Florianópolis.

No local, policiais abordaram um adolescente de 14 anos que retirava encomendas compradas em nome da vítima. O jovem afirmou que os produtos seriam para o irmão. A partir dessa informação, os agentes foram até a pousada, onde encontraram a mulher de 46 anos que se apresentava como responsável pelo estabelecimento.

Em um dos apartamentos, os policiais encontraram duas malas com pertences de Luciani, além de objetos comprados usando seus dados, como uma televisão, um controle de videogame e arcos de balestra. O carro da corretora, um Hyundai HB20, que também havia desaparecido, foi localizado no mesmo local.

Inicialmente, a suspeita foi presa em flagrante por receptação. No entanto, durante audiência de custódia, a Justiça determinou prisão temporária por 30 dias, após a identificação de indícios de um crime mais grave. A mulher negou participação no desaparecimento.

Corpo encontrado e suspeita de homicídio

As investigações também apuram se restos mortais encontrados no dia 11 de março, no município de Major Gercino, na Grande Florianópolis, pertencem à corretora desaparecida. Exames periciais, como análise de DNA, foram solicitados para confirmar a identidade.

De acordo com a Polícia Civil, há indícios de que o caso possa envolver latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver. Além da mulher presa, outras pessoas também são investigadas por possível participação no crime.

Enquanto aguardam a conclusão das perícias, familiares seguem acompanhando o caso e pedindo esclarecimentos sobre o que aconteceu com Luciani.

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