
O médico legista Luiz Carlos Leal Prestes afirmou, durante depoimento prestado nesta sexta-feira (29) no julgamento do caso Henry Borel, que as lesões encontradas no corpo da criança foram provocadas antes da morte e são incompatíveis com a hipótese de um acidente doméstico.
Ao ser ouvido na sessão, o perito destacou que os exames realizados apontaram a existência de diversas lesões causadas por ações contundentes, reforçando as conclusões apresentadas no laudo pericial elaborado durante as investigações.
“Essa versão de acidente doméstico é totalmente fantasiosa. As 14 lesões encontradas foram feitas antes da morte. Fora essas, outras três que vimos no laudo cadavérico são compatíveis com as manobras cardíacas e ele já estava sem vida”, declarou o médico legista durante o depoimento.
Segundo o especialista, os ferimentos identificados no corpo do menino não teriam sido provocados por uma queda ou acidente comum dentro de casa. De acordo com a perícia, as marcas observadas indicam a ocorrência de agressões anteriores ao óbito.
O depoimento de Luiz Carlos Leal Prestes integra a fase de instrução do julgamento, considerada uma das etapas mais importantes do processo, por reunir testemunhos técnicos e evidências que ajudam a esclarecer as circunstâncias da morte de Henry Borel.
O caso ganhou repercussão nacional desde a morte da criança, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro. As investigações apontaram que Henry apresentava múltiplas lesões pelo corpo, fato que levou à abertura de um amplo processo criminal para apurar responsabilidades.
Durante o julgamento, o Ministério Público e a defesa apresentam argumentos, testemunhas e provas para sustentar suas respectivas versões sobre o caso. O depoimento do médico legista foi considerado um dos momentos mais relevantes da sessão devido à importância das conclusões periciais para o esclarecimento dos fatos.
O julgamento segue com a oitiva de testemunhas e análise das provas reunidas ao longo da investigação.