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Brasileira de 20 anos morre atropelada por carro enquanto atravessava rua de patinete nos EUA

Nathally Alves, que havia se mudado para a Flórida em janeiro, seguia de patinete para buscar a irmã mais nova na escola quando foi atingida; motorista permaneceu no local e caso é investigado pelas autoridades

08/09/2026 às 17h31 Atualizada em 08/09/2026 às 18h57
Por: REDAÇÃO MUNICÍPIOS EM AÇÃO Fonte: Valentina Bragança
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Foto: Acervo pessoal/Claudia Ribeiro
Foto: Acervo pessoal/Claudia Ribeiro

A brasileira Nathally Alves, de 20 anos, morreu após ser atropelada enquanto atravessava uma via utilizando um patinete elétrico em Winter Garden, na região de Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos. O acidente aconteceu na sexta-feira (4), na Avalon Road, próximo ao cruzamento com a Old YMCA Road, em Orange County.

Nathally havia completado 20 anos no fim de agosto e tinha se mudado para os Estados Unidos em janeiro deste ano. Antes de deixar o Brasil, ela morava na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Segundo Cláudia Ribeiro, tia da jovem, Nathally havia acabado de sair do condomínio onde morava e seguia de patinete elétrico para buscar a irmã mais nova na escola. De acordo com a família, ela tentava atravessar a via pela faixa de pedestres quando foi atingida pelo veículo.

“É uma dor gigante, uma tristeza sem fim. Nossa família está muito abalada. Ela estava indo buscar a irmã na escola de patinete elétrico, quando ia atravessar pela faixa de pedestre”, relatou a tia.

A dinâmica do acidente, porém, ainda não foi completamente esclarecida. Uma testemunha informou às autoridades que o sinal estava verde para os veículos no momento da colisão. Familiares afirmam que Nathally era cuidadosa e costumava respeitar a sinalização. O trecho onde ocorreu o acidente é monitorado por câmeras, e as autoridades investigam as circunstâncias da ocorrência.

Motorista permaneceu no local

Informações divulgadas após o acidente apontam que o veículo envolvido era um Toyota Camry conduzido por um homem de 69 anos, morador da região. O motorista não ficou ferido e permaneceu no local após a colisão. Nathally recebeu atendimento de emergência e foi levada ao Health Horizon West Hospital, em Orlando, mas não resistiu aos ferimentos.

Até o momento, as autoridades não divulgaram conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do condutor. A investigação deve considerar os depoimentos das testemunhas, as imagens de monitoramento e as demais evidências coletadas no local.

Jovem morava com a família nos Estados Unidos

Nathally havia começado uma nova vida nos Estados Unidos poucos meses antes da tragédia. Informações divulgadas pela família em uma campanha de arrecadação indicam que ela vivia com a mãe, Nathana, e o padrasto, Claudio Ribeiro. A campanha foi criada para ajudar nas despesas relacionadas ao funeral e dar suporte financeiro à família após a morte da jovem.

Parte dos familiares de Nathally viajou do Brasil para os Estados Unidos para acompanhar os pais da jovem e auxiliar nos procedimentos necessários para a liberação do corpo.

Segundo a tia Cláudia Ribeiro, a família decidiu realizar o velório nos Estados Unidos. A escolha estaria relacionada ao vínculo que Nathally havia criado com o país desde que se mudou.

“O velório será nos Estados Unidos, lugar que ela estava morando e amando. Dizia que não queria voltar para o Brasil”, afirmou a tia.

Uma campanha de arrecadação foi criada para auxiliar a família com as despesas do funeral e do período de luto. O objetivo inicial era de US$ 25 mil, valor que já havia sido ultrapassado nesta terça-feira (8).

Família busca respostas

A morte de Nathally deixou familiares e amigos abalados. A família afirma que ainda tenta entender exatamente como ocorreu a colisão e aguarda o resultado da investigação das autoridades americanas.

O caso segue sob apuração. A análise das imagens das câmeras existentes na região, os relatos das testemunhas e o relatório policial deverão ajudar a esclarecer se Nathally iniciou a travessia com o sinal favorável aos pedestres ou se o semáforo estava aberto para os veículos no momento do atropelamento.

Enquanto aguardam respostas, os familiares organizam a despedida da jovem em solo americano, onde ela havia começado uma nova etapa de sua vida apenas oito meses antes de morrer.

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