
Um motorista de aplicativo foi preso nesta segunda-feira (2), em Manaus, suspeito de se passar por policial civil para praticar roubos na Avenida das Torres, uma das principais vias da capital amazonense. De acordo com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), o homem também é investigado por estuprar uma jovem de 22 anos durante uma das ações criminosas.
Segundo as investigações preliminares, o suspeito abordava as vítimas se identificando falsamente como agente da Polícia Civil, alegando que realizava uma suposta fiscalização. Ao ganhar a confiança das vítimas, ele anunciava o roubo, subtraindo pertences como celulares, dinheiro e outros objetos de valor.
Em um dos casos investigados, o homem teria rendido uma jovem de 22 anos e cometido violência sexual. A vítima registrou boletim de ocorrência, e o caso passou a ser investigado pela Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM). Exames periciais foram realizados para comprovar a materialidade do crime, e o depoimento da vítima foi colhido em ambiente reservado, conforme determina a legislação.
A prisão ocorreu após diligências conduzidas por equipes da Polícia Civil, que reuniram provas e identificaram o veículo utilizado pelo suspeito. Ele foi localizado, detido e conduzido à unidade policial para os procedimentos cabíveis.
Providências legais
O homem deverá responder pelos crimes de:
* Falsa identidade
* Roubo
* Estupro
Após a prisão, ele passou por audiência de custódia e ficará à disposição da Justiça. Caso a prisão preventiva seja decretada, permanecerá no sistema prisional enquanto o processo tramita.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas. A corporação orienta que qualquer pessoa que tenha sido abordada pelo suspeito procure uma delegacia para registrar ocorrência. As denúncias também podem ser feitas de forma anônima pelo disque-denúncia 181.
Se condenado, as penas podem ultrapassar 10 anos de reclusão, podendo ser aumentadas conforme as circunstâncias e a soma dos crimes.
A PC-AM reforça que operações policiais legítimas são realizadas por agentes devidamente identificados e que, em caso de dúvida, o cidadão pode acionar imediatamente o 190 para confirmação da abordagem.