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Quem era o “Sicário” ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro preso pela Polícia Federal

Luiz Phillipi Mourão era considerado homem de confiança no esquema investigado e apelido, segundo a PF, fazia referência ao papel que exercia dentro da organização

05/03/2026 às 16h22 Atualizada em 05/03/2026 às 17h03
Por: REDAÇÃO MUNICÍPIOS EM AÇÃO Fonte: Bahuan Taleb
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Foto: Polícia Militar de MG
Foto: Polícia Militar de MG

Preso nesta quarta-feira (4) durante uma operação da Polícia Federal (PF), Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão era apontado pelos investigadores como um dos principais homens de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nas investigações, ele ficou conhecido pelo apelido de “Sicário”, termo que, segundo a própria PF, era compatível com as atividades que exercia dentro do grupo investigado.

A prisão ocorreu durante mais uma fase de uma operação que apura suspeitas de crimes financeiros, organização criminosa, espionagem ilegal e tentativa de interferência em investigações relacionadas ao banco.

Por que ele era chamado de “Sicário”

O apelido “Sicário” tem origem na palavra espanhola “sicario”, que significa assassino contratado ou matador de aluguel. O termo é amplamente utilizado em países da América Latina para descrever pessoas que executam tarefas violentas ou de intimidação a mando de terceiros, geralmente dentro de organizações criminosas.

De acordo com informações da Polícia Federal, o apelido atribuído a Mourão estaria relacionado ao papel que ele exercia dentro do grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Investigadores apontam que ele seria responsável por ações consideradas sensíveis para a organização, como intimidação, coleta de informações sobre adversários e monitoramento de pessoas consideradas ameaça aos interesses do grupo.

Relatórios da investigação indicam que Mourão integrava um núcleo responsável por pressionar ou acompanhar de perto pessoas que pudessem comprometer o esquema investigado pelas autoridades.

Relação com o banqueiro

Segundo a PF, Luiz Phillipi Mourão mantinha uma relação de proximidade com Daniel Vorcaro e era tratado como um operador de confiança. Ele teria atuado em diferentes frentes dentro da estrutura investigada, auxiliando na execução de estratégias consideradas importantes para proteger os interesses do grupo.

A investigação aponta que a organização teria atuado em um amplo esquema que envolve fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, acesso irregular a informações sigilosas e tentativa de obstrução de investigações.

Como ocorreu a morte

Após ser preso pela Polícia Federal, Mourão foi encaminhado para uma unidade de custódia da corporação. Horas depois da prisão, ele foi encontrado gravemente ferido dentro da cela após uma tentativa de suicídio.

Ele chegou a ser socorrido e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente. As circunstâncias do ocorrido estão sendo investigadas pelas autoridades para esclarecer todos os detalhes do caso.

Investigação continua

A morte de Mourão ocorreu em meio a uma investigação considerada de grande complexidade pela Polícia Federal, que apura a atuação de uma possível organização criminosa envolvendo operadores financeiros e aliados do banqueiro.

O inquérito segue em andamento e novas fases da operação não estão descartadas, segundo fontes ligadas às investigações. A expectativa é que as apurações revelem a extensão do esquema e identifiquem outros envolvidos nas atividades investigadas.

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