
Monique Medeiros, ré pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, voltou à prisão nesta segunda-feira (20), após se entregar à Polícia Civil do Rio de Janeiro. A decisão de retorno ao cárcere foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que revogou a liberdade concedida à acusada no mês anterior.
Monique havia sido solta sob medidas cautelares, mas o entendimento do STF foi de que permaneciam elementos suficientes para justificar sua prisão preventiva, especialmente diante da gravidade do caso e do andamento do processo.
Relembre o crime
O caso ocorreu em março de 2021 e chocou o país. Henry Borel morreu após dar entrada em um hospital na zona oeste do Rio com múltiplas lesões pelo corpo. Exames periciais apontaram que a criança sofreu agressões violentas e repetidas.
As investigações concluíram que o padrasto do menino, o ex-vereador Jairinho, foi o principal responsável pelas agressões que levaram à morte da criança. Segundo o Ministério Público, Monique tinha conhecimento das agressões e foi omissa ao não proteger o filho.
Situação dos acusados
Tanto Monique Medeiros quanto Jairinho são réus por homicídio triplamente qualificado, com agravantes como motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.
Jairinho permanece preso desde 2021, sem ter sido beneficiado por soltura. Já Monique chegou a responder em liberdade por um período recente, mas agora retorna ao sistema prisional por decisão do STF.