
Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, foi uma das pacientes que vieram a óbito no Hospital Anchieta em circunstâncias que levantaram suspeitas sobre a atuação de técnicos de enfermagem da instituição. A morte ocorreu no dia 17 de novembro e, desde então, o caso tem suscitado questionamentos sobre os protocolos de segurança, a supervisão interna e a rotina de cuidados prestados aos pacientes no hospital.
De acordo com registros hospitalares, Miranilde encontrava-se sob os cuidados diretos de técnicos de enfermagem no momento em que apresentou complicações clínicas que antecederam o falecimento. As circunstâncias exatas do ocorrido ainda são objeto de apuração, mas os indícios iniciais levaram ao apontamento de possível responsabilidade de profissionais que atuavam no setor em que a paciente estava internada.
Os técnicos de enfermagem são profissionais legalmente habilitados para executar procedimentos essenciais de suporte ao paciente, como administração de medicamentos conforme prescrição médica, realização de curativos, verificação de sinais vitais e auxílio em atividades de higiene, alimentação e mobilidade. Embora desempenhem funções fundamentais para o funcionamento diário das unidades de saúde, esses profissionais atuam sob a supervisão direta de enfermeiros responsáveis, que devem garantir o cumprimento dos protocolos assistenciais e a segurança dos pacientes.
Especialistas destacam que, em hospitais de grande porte, a correta integração entre técnicos de enfermagem, enfermeiros e médicos é decisiva para a prevenção de falhas no atendimento. Situações que resultam em óbito e levantam dúvidas sobre a conduta profissional costumam demandar investigações detalhadas, tanto no âmbito administrativo quanto, eventualmente, nas esferas ética e judicial.
O caso de Miranilde Pereira da Silva reforça o debate sobre a necessidade de fiscalização rigorosa, treinamento contínuo das equipes de enfermagem e fortalecimento dos mecanismos de supervisão dentro das instituições hospitalares. Familiares aguardam esclarecimentos sobre o que ocorreu nas horas que antecederam a morte da idosa, enquanto o episódio amplia a atenção pública para a segurança do paciente e a responsabilidade dos profissionais envolvidos na assistência em saúde.