
A morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após uma aula de natação no último sábado (7), na Academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo, mobiliza investigações da Polícia Civil e de órgãos de fiscalização sanitária e trabalhista.
Juliana participava de uma atividade na piscina da academia quando começou a passar mal. Ela chegou a receber atendimento, mas não resistiu. Além da professora, outras quatro pessoas também apresentaram sintomas, sendo que três delas permanecem internadas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), algumas em estado grave.
Suspeita de intoxicação química
A principal linha de investigação das autoridades é a possível intoxicação causada pela manipulação inadequada de produtos químicos utilizados no tratamento da água da piscina. Segundo apuração inicial, esses produtos podem ter sido manuseados próximo à área onde a aula ocorria, em um ambiente fechado e com ventilação insuficiente, o que teria potencializado a inalação de vapores tóxicos.
Especialistas ouvidos no decorrer das investigações apontam que substâncias como cloro e outros compostos usados em piscinas, quando manipulados de forma incorreta ou em locais sem ventilação adequada, podem causar irritação respiratória severa, intoxicação e até parada cardiorrespiratória, dependendo da concentração.
Como estão as investigações
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que trata a ocorrência como morte suspeita, enquanto aguarda os resultados de laudos periciais, incluindo o exame necroscópico e análises ambientais no local.
A Perícia Técnico-Científica realizou vistoria na academia para verificar:
* Condições de ventilação do espaço;
* Armazenamento e uso de produtos químicos;
* Cumprimento de normas de segurança;
* Funcionamento do sistema da piscina no momento do ocorrido.
Paralelamente, a Vigilância Sanitária e outros órgãos competentes avaliam se houve negligência, imprudência ou descumprimento de normas técnicas, o que pode resultar em interdição do local, multas e responsabilização civil e criminal dos responsáveis, caso irregularidades sejam confirmadas.
Academia e familiares
Até o momento, a academia informou que está colaborando com as investigações. Familiares e amigos de Juliana cobram respostas e justiça, destacando que a professora era saudável e não apresentava problemas de saúde conhecidos.
O caso segue sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas após a conclusão dos laudos periciais e o avanço dos depoimentos de funcionários, alunos e responsáveis técnicos pela manutenção da piscina.