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Arqueóloga de 81 anos é baleada durante assalto no Rio; polícia prende suspeito de integrar quadrilha

Tânia Andrade Lima foi atacada após sacar cerca de R$ 3 mil em uma agência bancária no Leblon. A vítima levou três tiros, e um suspeito de monitorar clientes de bancos foi preso

23/10/2026 às 23h06
Por: REDAÇÃO MUNICÍPIOS EM AÇÃO Fonte: Lohan Rajimi
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Rio de Janeiro (RJ) – A arqueóloga Tânia Andrade Lima, de 81 anos, declarou sentir “imensa gratidão em estar viva” após ser baleada durante um assalto no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O crime aconteceu em 15 de outubro, quando ela caminhava em direção ao carro, depois de sair de uma agência bancária.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, Tânia havia sacado aproximadamente R$ 3 mil. Na Rua General Venâncio Flores, um homem se aproximou, puxou sua bolsa e a derrubou. Durante a ação, a vítima foi agredida e atingida por três disparos de arma de fogo, que acertaram a mão, o ombro e a região do pescoço.

O criminoso levou a bolsa e fugiu em uma motocicleta conduzida por um comparsa que o aguardava nas proximidades. Pedestres tentaram intervir e ajudar a vítima. As informações divulgadas não detalham se outros objetos, além da bolsa e de seus pertences, foram levados.

Tânia recebeu os primeiros socorros de agentes da Operação Segurança Presente e foi encaminhada ao Hospital Municipal Miguel Couto. Posteriormente, foi transferida para uma unidade particular. Segundo as informações mais recentes publicadas pela imprensa, seu estado de saúde era estável.

Polícia prende suspeito de monitorar clientes de bancos

Em 22 de outubro, a Polícia Civil prendeu Fabio Cassiano da Silva, apontado como suspeito de atuar como olheiro de uma quadrilha especializada em roubos após saques bancários. Segundo as investigações, ele observava clientes dentro das agências, fotografava possíveis vítimas e enviava as informações aos comparsas, que realizavam as abordagens na rua.

O grupo é investigado por pelo menos cinco assaltos. Entretanto, o homem preso não é apontado como o autor dos disparos contra a arqueóloga. Conforme as informações divulgadas em 23 de outubro, o suspeito de atirar contra Tânia continuava foragido, e a polícia procurava outros envolvidos.

As investigações também apontaram que um homem ligado ao carro utilizado no ataque morreu após trocar tiros com policiais em Botafogo, no dia 21 de outubro. A participação individual dos suspeitos nos crimes ainda está sendo apurada.

Vítima agradece a quem prestou socorro

Após o episódio, Tânia manifestou gratidão às pessoas que a ajudaram enquanto estava ferida na rua. A arqueóloga destacou o apoio recebido em um momento de extrema violência e fragilidade.

Pesquisadora do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tânia é reconhecida pelo trabalho arqueológico relacionado à descoberta do Cais do Valongo, importante sítio histórico ligado à chegada de africanos escravizados ao Brasil.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer a participação dos envolvidos e apurar a possível atuação do grupo em outros roubos na cidade.

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